Estresse, esgotamento e Síndrome da Fadiga Crônica: você sabe a diferença entre eles?

Por Viva Rituaali
Estresse, esgotamento e Síndrome da Fadiga Crônica: você sabe a diferença entre eles?

Você sabe identificar o que está sentindo? Em momentos de tensão, em que você sente mais nervoso e apreensivo, você já se perguntou se era estresse? E, se esses mesmos sintomas perduram por semanas, será que continua sendo estresse? Embora a correria tenha se naturalizado como uma característica típica dos tempos modernos, é fundamental se perguntar: até que ponto o cansaço físico e mental que estou sentindo é normal? 

Qual a principal diferença entre o estresse e o esgotamento?

Ao longo do dia, passamos por diversas situações de estresse. Ficar preso no trânsito, apressar as tarefas para cumprir prazos e horários, ter medo da violência nas ruas, usar do álcool e outras drogas ou mesmo a prática de exercícios físicos são alguns exemplos de situações que provocam cansaço físico e mental.

A partir daí, são desencadeadas em nosso corpo as fases fisiológicas do estresse, caracterizadas por adaptações àquelas condições a fim de nos proteger de possíveis danos. O esgotamento, por sua vez, acontece quando esse estímulo não é retirado e perdemos essa capacidade de adaptação — inclusive, psicológica —, o que pode levar, a longo prazo, à falência dos órgãos e sistemas.

Saiba quais são as fases entre o estresse e o esgotamento

Fase de reação de alarme

Essa é a fase inicial do estresse, que começa assim que você experimenta uma ameaça ou estímulo estressor. Nessa fase de choque, são disparadas descargas de adrenalina que provocam, por exemplo:

  • extremidades frias;
  • boca seca;
  • dor no estômago;
  • tensão e dor muscular;
  • insônia;
  • aumento da pressão;
  • aumento da frequência cardíaca e respiratória.

Fase de resistência

Quando o agente estressor não desaparece ou torna-se repetitivo, o organismo é obrigado a manter o esforço feito na primeira fase. No entanto, a intensidade dessa resposta diminui. Isso é ruim, porque nos tornamos tão acostumados ao estresse que, mesmo sem o estímulo, o nosso organismo pode continuar a sofrer ou antecipar uma resposta, como acontece durante crises de ansiedade. Essa fase caracteriza-se por:

  • problemas de memória;
  • mudanças no apetite;
  • problemas de pele;
  • gastrite prolongada;
  • sensibilidade excessiva;
  • irritabilidade;
  • menor libido.

Fase de exaustão

Nessa fase, o organismo retorna a um estado similar ao da fase de alarme — só que, agora, os tecidos e órgãos já começam a ser comprometidos, além de iniciar o aparecimento de doenças. Por isso, fique atento a sintomas como:

  • diarreias frequentes;
  • tiques nervosos;
  • hipertensão arterial confirmada;
  • tontura frequente;
  • impossibilidade de trabalhar;
  • pesadelos;
  • apatia;
  • perda da motivação.

O que é a Síndrome da Fadiga Crônica

Esse é o nome de um tipo de fadiga que permanece, pelo menos, por seis meses, podendo ser causada por diferentes aspectos, como a depressão, anemia, disfunções glandulares e doenças autoimunes. A síndrome é mais comum entre mulheres na faixa de 50 anos e está ligado a falhas dos hormônios que lidam com o estresse, como o cortisol. Seus principais sintomas incluem dores musculares e articulares, prejuízo na memória, dor de garganta, dificuldades de concentração, dores de cabeça e outros. Quanto ao tratamento, a terapia cognitivo comportamental e a terapia por exercício gradual são as mais indicadas.

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