Tabagismo: descubra seus malefícios e como se livrar do vício

O tabagismo é reconhecido como um dos principais “vilões” em todo o mundo, sendo responsável por 1 em cada 10 mortes no planeta. Apesar disso, no Brasil, as estatísticas mostram que entre 1990 e 2015 houve uma redução na porcentagem de fumantes, que caiu de 29% para 12% entre os homens e de 19% para 8% entre as mulheres.

Mas, mesmo com essa queda, ainda não é hora de comemorar, afinal, nosso país está em oitavo lugar no ranking de número de fumantes (de acordo com a mesma pesquisa) e muitos brasileiros ainda sofrem com os vários malefícios que esse mau hábito pode trazer.

Além de uma redução significativa na qualidade de vida, muitos fumantes correm mais risco de desenvolver doenças sérias, que podem levar à morte, como câncer de pulmão, traqueia, brônquios, laringe, esôfago, bexiga e cavidade bucal.

Mas não é só. Fumar também pode colocar em risco a saúde da sua família, já que os “fumantes passivos” ficam expostos a todos os riscos trazidos pela nicotina e também podem desenvolver essas doenças graves.

Por tudo isso, essa luta contra o tabagismo ainda é forte e extremamente importante. Se você quer largar esse vício e não ser uma das vítimas do cigarro, mas não sabe como, continue a leitura e veja todas as informações importantes que separamos.

Quais os malefícios trazidos pelo tabagismo?

Uma frase muito comum entre os fumantes é alegar que o tabagismo não é assim “tão ruim”, afinal, todo mundo conhece alguém que fumou até os 90 anos e acabou falecendo de complicações não relacionadas ao fumo.

Porém, a verdade é que essas pessoas são casos raros e completamente fora das estatísticas. Não é à toa que a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera o tabagismo como a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Se você fuma, saiba que o seu corpo pode estar sendo exposto a mais de 4.700 substâncias tóxicas, sendo três delas consideradas extremamente perigosas: o monóxido de carbono (capaz de reduzir a oxigenação sanguínea), o alcatrão (que reúne uma gama de produtos cancerígenos, como arsênio, chumbo e polônio) e a nicotina (responsável pela dependência).

Juntas, essas substâncias são capazes de afetar vários órgãos. Veja alguns dos problemas trazidos por esse vício.

Aumenta o risco de câncer

Com tantas substâncias com alto poder cancerígeno presentes no cigarro, seria de se espantar se o tabagismo não aumentasse as chances de câncer.

De acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), o hábito de fumar é responsável por quase 30% das mortes provocadas por câncer, sendo o mais comum o câncer de pulmão — já que os fumantes têm 20 vezes mais chances de desenvolver esse tipo de câncer do que os não fumantes.

Os outros cânceres mais comuns são: de laringe (fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolvê-lo) e de esôfago (com duas a cinco vezes mais chances de ter a doença).

Reduz a expectativa de vida

De acordo com uma publicação do Hospital Sírio-Libanês, o hábito de fumar é responsável por reduzir a expectativa de vida dos homens em cerca de 12 anos, e a das mulheres, em 11 anos.

E isso, claro, se deve aos inúmeros problemas de saúde que o tabagismo pode causar, já que ele afeta de forma considerável o funcionamento normal do nosso corpo.

Coloca em risco a saúde da sua boca

A boca é o primeiro a sofrer com os excessos trazidos pelo cigarro, afinal, é ela que está em contato direto com o fumo, e justamente por isso muitos dos “estragos” são notados nesse lugar.

O mau hálito pode ser um ponto bem conhecido de quem fuma, mas não é só. A fumaça ainda é capaz de irritar a gengiva e facilitar o aparecimento de cáries e doenças periodontais. Outro ponto negativo é que o cigarro consegue influenciar o funcionamento das papilas gustativas, alterando o paladar de quem fuma.

Os riscos de câncer de boca também são muito maiores entre os fumantes.

Afeta o funcionamento normal do seu pulmão

Novamente, a fumaça do cigarro é uma das principais causadoras de problemas, sendo responsável até mesmo por fazer com que os tecidos do pulmão percam a sua elasticidade natural, destruindo parcialmente esse órgão.

É por isso que as “chapas” tiradas dos pulmões dos fumantes costumam ser escuras. Esse mau funcionamento é responsável por muitas doenças além do câncer de pulmão, como bronquite crônica e enfisema.

Aumenta as chances de câncer de fígado

O fígado é o nosso órgão responsável por metabolizar todas as substâncias que ingerimos ou tragamos. Por isso, a maior parte dessas mais de 4 mil substâncias tóxicas do cigarro vai parar justamente nesse órgão, aumentando drasticamente as chances de câncer ou de outros problemas.

Náuseas, gastrites e úlceras

A qualidade de vida de um fumante não é das melhores, afinal, são vários problemas de saúde que podem aparecer. O estômago é um dos vários órgãos afetados pelo cigarro, e isso se deve, basicamente, devido aos resíduos de um agrotóxico chamado DDT, presente no alcatrão.

O DDT é responsável por irritar as paredes do estômago do fumante, causando vários problemas, que podem ir de simples náuseas a gastrites, úlceras e até câncer de estômago.

Aumenta as chances de derrame

É claro que, com tantos malefícios, o cérebro também seria afetado. E isso se deve principalmente à dificuldade de circulação sanguínea que o cigarro causa. Com os vasos mais comprimidos, a qualidade do sangue diminui e a pressão sanguínea pode aumentar, aumentando a probabilidade de derrame cerebral.

Causa problemas de circulação

Uma circulação sanguínea ineficiente não é ruim apenas para o cérebro. A nicotina é responsável por reduzir a espessura dos vasos sanguíneos, enquanto o monóxido de carbono diminui a concentração de oxigênio no sangue, o que acarreta, entre outras coisas, diminuição da qualidade do sono.

Essa combinação pode resultar em graves problemas de saúde, como tromboses, aneurismas, varizes e até a tromboangeíte obliterante, uma doença que afeta as extremidades do corpo e pode levar à amputação dos membros.

Aumenta os riscos de infarto

Se a circulação não vai bem, o coração também é afetado. Nesse caso, a nicotina é responsável por fazer com que o organismo absorva mais colesterol, além, é claro, de elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca — aumentando as chances de problemas cardíacos, como o infarto.

Como os familiares são afetados pelo tabagismo?

Você acredita que o tabagismo apenas pode causar problemas de saúde para você? Pois está muito enganado. A fumaça tóxica do cigarro também afeta todos a sua volta, chamados de “fumantes passivos”, que podem sofrer dos mesmos problemas de saúde, ainda que optem por não fumar.

De acordo com uma pesquisa feita pelo INCA e divulgada pelo Ministério da Saúde, os fumantes passivos têm 30% mais chance de desenvolver câncer de pulmão e 24% mais chances de infarto do que os não fumantes.

Ainda que seus familiares não fumem, ao estarem constantemente em contato com a fumaça tóxica dos seus cigarros, também ficam expostos a todas as substâncias presentes no fumo e, portanto, correm risco de desenvolver doenças graves.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, atualmente, aproximadamente dois bilhões de pessoas sejam vítimas do fumo passivo, sendo que, desse número, quase 700 milhões são crianças, o que aumenta as chances de pneumonia, bronquites e infecções de ouvido. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que quase 40% das crianças sejam vítimas do fumo passivo.

Assim, ao fumar, você acaba também expondo os seus familiares (e até os seus filhos) a vários problemas de saúde, como:

  • doença cardiovascular;
  • AVC;
  • infarto;
  • câncer de face ou de pulmão;
  • enfisema pulmonar.

Isso porque um fumante passivo é capaz de consumir o equivalente a quase 10 cigarros por dia, dependendo da exposição que acaba sofrendo. E, se essas pessoas são expostas ao fumo em ambientes fechados, o problema é ainda mais grave.

Ou seja, se a sua vontade de parar de fumar não é grande o suficiente, lembre-se de que, ao manter esse hábito, você não estará apenas colocando em risco a sua saúde, mas também a da sua família e das pessoas que convivem com você, reduzindo a qualidade e o tempo de vida dessas pessoas.

Por que o cigarro vicia?

Mas, apesar de todos esses malefícios, por que as pessoas continuam fumando? A verdade é que fumar é capaz de agir diretamente no cérebro, aliviando sintomas de ansiedade e até de depressão, o que dificulta (e muito) deixar para trás esse mau hábito.

Até a década de 80, o tabagismo não era considerado doença e nem visto como algo tão maléfico, já que eram desconhecidos os efeitos da nicotina sobre o nosso corpo e também a capacidade de viciar dessa substância.

Porém, com o avanço dos estudos e a descoberta dos receptores de nicotina no nosso cérebro, a coisa mudou de figura, e as pesquisas começaram a demonstrar que quem fuma por mais de 15 dias já é capaz de se tornar um dependente.

Justamente por agir na sensação de bem-estar é que muitas pessoas têm dificuldades de largar o cigarro, já que o utilizam para aliviar a tensão e o estresse, melhorar o humor e até para lidar com questões psicológicas, encontrando no tabagismo a válvula de escape de que necessitam.

A maioria das pessoas acaba fumando em situações específicas, como quando se está muito nervoso, triste, ansioso, etc. E, mesmo com força de vontade, essas pessoas acabam tendo recaídas justamente ao passarem por essas situações de estresse e de dificuldades psicológicas, já que é difícil para elas lidar com essas questões sem o apoio da nicotina.

Outro ponto que vai contra a vontade de se livrar do vício é a questão do peso, principalmente nas mulheres. Muitas fumantes têm medo de parar de fumar e acabar engordando, algo que pode acontecer se não houver um bom acompanhamento, já que a nicotina e outros produtos presentes no tabaco reduzem o apetite.

Algumas pessoas ainda usam o cigarro como uma maneira de socializar, e pode ser difícil deixar o vício caso a sua turma de amigos ou de familiares também tenha esse hábito, já que você poderá se sentir “deslocado” e sem compartilhar uma experiência que é importante para o grupo.

Por tudo isso, o cigarro é considerado hoje muito mais viciante do que drogas ilícitas como a heroína e a cocaína — algo que, com certeza, também dificulta bastante a vida de quem deseja se tornar um ex-fumante.

Outros pontos que favorecem o aumento do vício são as mudanças realizadas pela indústria do cigarro nos últimos anos, com a adição em suas fórmulas de açúcares e amônia, e também a mudança no formato do cigarro, com filtros menores e quase imperceptíveis, que fazem com que o fumante aumente o volume e a velocidade da aspiração, tornando a sensação de prazer mais intensa e rápida.

Como se livrar do tabagismo de maneira saudável e definitiva?

Depois de ler o último tópico, você está quase convencido de que é impossível parar de fumar? Pois saiba que isso não é verdade, afinal, existem muitos casos de pessoas que conseguem se livrar desse vício e alcançar uma qualidade de vida muito maior.

Porém, é claro, essa não é uma tarefa simples, e o comprometimento (não só seu, mas também dos seus familiares e amigos) é algo fundamental. Veja alguns pontos que podem ajudar você a se livrar desse vício.

Entenda o seu vício

Como dissemos no tópico anterior, existem muitos “gatilhos” que podem fazer com que o fumante tenha o desejo de fumar. Assim, é muito importante buscar uma ajuda especializada para entender o seu vício, sabendo o que desperta em você a vontade de fumar.

Se você anda ansioso, depressivo ou estressado, as chances de ter recaídas são maiores, e por isso é muito importante aprender formas de lidar com essas questões, sem envolver o cigarro.

Escolha um método

É possível escolher, basicamente, entre dois métodos:

  • de parada imediata, quando você marca uma data e para de fumar, independentemente do número de cigarros que costuma fumar por dia. Nessa data, você deverá retirar todos os maços de cigarro da sua casa, evitando tê-los por perto em casos de recaída;
  • de parada gradual, quando você vai reduzindo periodicamente o número de cigarros, até que, ao fim de uma semana, por exemplo, você já não esteja mais fumando. Também é possível retardar a hora do primeiro cigarro. Essas estratégias graduais não devem durar mais de 2 semanas.

Analise a sua rotina

Outros gatilhos que podem levar você a fumar são itens da sua rotina. Por exemplo, existem pessoas que procuram o cigarro logo após tomar café, outras ainda quando bebem ou saem com determinados grupos de amigos.

Analisar e entender esses gatilhos é algo essencial quando se deseja parar de fumar, modificando a sua rotina para que esses hábitos sejam, aos poucos, substituídos por outros que não envolvam o cigarro.

Encontre outras atividades

Os primeiros dias longe do cigarro são os mais difíceis, afinal, o ex-fumante terá verdadeiros “picos de vontade”, com pensamentos fixos e difíceis de resistir. Nessas horas, o melhor a fazer é tentar “distrair o cérebro”, encontrando outras atividades que lhe sejam prazerosas e que não estejam relacionadas com o cigarro.

Não precisam ser coisas complicadas, é possível, por exemplo, escovar os dentes, beber um copo de água ou até mastigar alguma coisa.

Faça atividades físicas

As atividades físicas são importantes na recuperação de um ex-fumante, ajudando a aumentar os níveis dos hormônios do bem-estar e reduzindo, assim, a necessidade do cigarro para isso.

Nos casos de pessoas ansiosas, estressadas ou até depressivas (e que usam o cigarro como válvula de escape), os exercícios físicos podem ser ótimas saídas, melhorando a sua disposição, a sua saúde e ainda ajudando você a se sentir mais motivado e feliz.

É claro que, para isso, é fundamental escolher uma atividade física de que goste e que lhe seja prazerosa, pois assim será mais fácil se manter motivado.

Procure um programa especializado

Se, apesar de todas essas dicas, parar de fumar é algo muito difícil para você, ou algo que você já tentou outras vezes sem sucesso, a dica é buscar um programa especializado.

Hoje, existem centros de medicina de vida que contam com equipes multidisciplinares capazes de criar um programa específico para as suas necessidades, entendendo os seus principais gatilhos e planejando métodos que visam relaxar, amenizar os sintomas da abstinência e ainda desintoxicar o seu organismo.

Alguns dos tratamentos presentes nesses programas são: sessões de psicoterapia, banhos de imersão, cardápios balanceados, massagens, atividades de autoconhecimento, inalação com óleos essenciais e muitos outros.

Como encontrar o tratamento certo para mim?

Hoje, existem muitos programas especializados para largar o vício de fumar, mas, com tantas opções, nem sempre é fácil encontrar aquele que realmente seja capaz de ajudar, não é mesmo?

O mais importante é tentar entender o que funciona para você. Se o seu vício está atrelado, por exemplo, a dificuldades em lidar com questões da vida diária ou até mesmo com os seus próprios sentimentos, encontrar um programa que aborde esse lado psicológico e trabalhe com ele é muito importante.

Assim como, para pessoas muito estressadas e que não conseguem relaxar sem o cigarro, já existem programas que ajudam ensinando alternativas para encontrar paz e prazer no dia a dia, ajudando a mudar o seu foco e a ter uma vida mais saudável.

Apesar de a luta contra o cigarro ser algo prolongado, muitos desses tratamentos têm versões mais rápidas, como uma semana ou até um final de semana mais intensivo, dias nos quais um plano de ação é montado de acordo com os seus objetivos e também com a sua personalidade.

O importante é sempre pesquisar muito bem a idoneidade de quem está disponibilizando o programa, a capacitação dos profissionais envolvidos, os resultados já alcançados por outras pessoas e o quanto você se sente bem e acolhido pelos profissionais.

O que eu não devo fazer para deixar de fumar?

Apesar de todas essas dicas que demos, existem alguns pontos a que você deve atentar, porque podem prejudicar o alcance do seu objetivo. Veja os principais erros que podem atrapalhar a sua trajetória.

Não admitir o vício

Infelizmente, muitos fumantes ainda não querem encarar a realidade e acabam minimizando a sua dependência, alegando que fumam apenas ocasionalmente, que o fumo não afeta a sua saúde ou ainda que conseguem parar de fumar quando quiserem.

Assim, se você realmente deseja largar esse vício, é preciso, primeiro, se conscientizar do problema e entender como ele afeta a sua vida e a das pessoas que convivem com você.

Não marcar um dia para parar

Você é daqueles que vivem falando que vai parar de fumar, mas esse dia nunca chega? Empurrar com a barriga não é uma estratégia muito inteligente, porque apenas adiará a sua tomada de decisão, e o vício continuará afetando a sua saúde.

Se você decidiu que não quer mais fumar, marque um dia para atingir essa meta e se programe para isso.

Não estar preparado para as recaídas

Deixar um vício nunca é uma tarefa fácil e o seu corpo sentirá os efeitos da falta de cigarro. Você precisa estar preparado para isso, sabendo que terá de enfrentar questões como dificuldades de concentração, irritação, vontade de fumar e dores de cabeça.

Não envolver a família

Se isolar e tentar lidar com o vício sozinho não é uma boa estratégia, afinal, você precisará de apoio quando a vontade de fumar parecer incontrolável. Se a sua família e os seus amigos estiverem envolvidos nessa tarefa com você, será mais fácil encontrar apoio para “distrair” a mente quando a vontade for muito forte e também de se lembrar de por que você resolveu parar de fumar.

Desistir de tudo na primeira recaída

Nem sempre a primeira tentativa trará resultados, e pode ser que, mesmo depois de alguns meses sem fumar, você acabe tendo uma recaída. Saiba que isso pode acontecer e não desanime. Não é porque você fumou um dia que precisa retomar o velho hábito. Aprenda com esse fato e não use isso como desculpa para voltar a fumar.

Como você pôde ver neste artigo, o tabagismo é um problema sério de saúde, que pode comprometer não só a sua qualidade de vida, como também a das pessoas que convivem com você, os chamados “fumantes passivos”.

Parar de fumar é uma decisão importante e que deve ser tomada com consciência, buscando ajuda dos familiares e também de programas especializados. Hoje, já existem possibilidades variadas para quem busca parar de fumar de maneira saudável, com apoio psicológico e também foco em criar novos hábitos mais saudáveis.

O importante, contudo, é estar preparado, marcando uma data para começar a parar de fumar, entendendo as dificuldades que podem aparecer, mas compreendendo que, ao largar o tabagismo, você estará colocando a sua vida em primeiro lugar, e também a das pessoas que ama.

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