Açúcar, o doce veneno

Ele está no pão, no molho de tomate, nos cereais matinais, biscoitos (inclusive salgados). Adoça sucos de caixinha, refrigerantes, gelatinas, geleias, barras de cereal. Tem na maionese, na mostarda industrializada. E sabe o catchup de “tomate”? A cada 100g, 30g são açúcar. Até no iogurte grego tradicional, aquele que parece natural, está lá, em microletras nos ingredientes: xarope de açúcar, açúcar. Assim, repetido. Em dobro. Para engordar só de ler.

E é isso mesmo que o consumo desenfreado (e camuflado) de açúcar faz: aumenta os ponteiros da balança e a circunferência da barriga, onde a frutose que não vira energia se instala em forma de gordura. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, do IBGE/Ministério da Saúde, em dez anos, o número de homens com sobrepeso (IMC igual ou superior a 25) passou de 42,4% para 57,3%. Do total de entrevistados, 17,5% estavam obesos. No caso das mulheres, de 42,1% para 59,8% (25,2% obesas). Entre crianças de 5 a 9 anos, um terço está acima do peso.

Quer ficar ainda mais deprimido? O crescimento abdominal eleva os riscos de cardiopatias, diabetes tipo 2 e pressão alta. E níveis altos de açúcar no sangue podem ser associados a quase todas as doenças não transmissíveis, do ataque cardíaco ao derrame cerebral. Apenas em 2012, 38 milhões de pessoas morreram por complicações desse tipo no mundo. Sem falar nas cáries.

Na medida certa…

Você leu até aqui e decidiu banir o açúcar de vez da sua dieta. Calma. Estudos que mostram que zerar o consumo aumenta o risco de depressão. Não é que você não possa adoçar a vida, mas o faça com moderação.

O que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda é que o total de açúcar extra (de fontes que não são frutas e legumes) não deve exceder 10% da ingestão de energia, ou seja, 12 colheres de chá por dia (aproximadamente uma lata de 330 ml de refrigerante). Ideal ficar abaixo de 5% (25g em uma dieta de 2 mil calorias).

Mantendo uma alimentação balanceada, não faz mal comer um doce todo dia após o exercício, para dar energia e recuperar os músculos, por exemplo. Importante é consumir de forma consciente, de preferência açúcares como o mascavo e o orgânico, que contêm vitaminas e minerais. E priorizar a produção de glicose pelo organismo a partir da frutose (encontrada nas frutas, no mel, nos sucos naturais), do amido (arroz, batata, mandioca, farinha de trigo), da lactose (queijo, iogurte, manteiga), dos alimentos mais naturais possíveis. Simples assim.

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