Crianças são como flechas

Interessante pensar nas várias comparações que podemos fazer em relação às crianças. Ao longo dos anos, em diferentes culturas e tempos as crianças foram tratadas de formas totalmente diferentes. Em um livro chamado “A História da Criança e da Família”, o autor conta que as crianças eram compreendidas como mini adultos. E eram tratadas como tal.

Em outro momento da história, na Itália, as crianças eram chamadas de “bambinos”, que deriva da palavra “bambu”. E por quê? Simplesmente pelo fato de serem compreendidas como vazias. Assim é o bambu. É vazio por dentro. As pessoas acreditavam que as crianças não sabiam de nada, que nasciam “vazias” e precisavam, ao longo de suas vidas, serem preenchidas com informações.

Muitas são as comparações entre crianças, situações e objetos. Mas uma bem interessante é a de um salmista chamado Davi. Ele compara as crianças como flechas nas mãos do guerreiro. Mais que isso! A comparação diz que os filhos são presentes e feliz são aqueles que tem a aljava cheia de flechas, ou seja, com muitos filhos.

Se dermos continuidade para esta comparação tão interessante podemos perceber que as flechas precisam de uma direção, precisam de um alvo, de um objetivo. E quem dará esse alvo? Quem deverá ter “mão forte” para direcionar essa flecha? Sim. Somos nós! Pais, avós, tios, educadores, médicos… Nós somos responsáveis em enviar essas “flechinhas” mais longe do local onde estamos.

É isso o que queremos para as crianças. Que alcancem pontos mais distantes que os nossos. Que sejam melhores profissionais do que somos. Que consigam objetivos mais altos do que os que alcançamos e que além disso, sejam tão felizes e bem-sucedidos como somos.

Seja qual for a área que pensarmos: mental, física, nutrição, emocional, etc. Nós devemos compreender que as crianças precisam de “guerreiros” com braços fortes, com boa estrutura para ajudá-las na direção correta de seus hábitos e suas escolhas. Que emocionante esse desafio!

Crianças são como flechas nas mãos dos guerreiros. Felizes os que tem a aljava cheia delas!

 

EU INDICO O documentário educacional: “Ser e Ter” ou em francês “Être et Avoir”.

Ser e Ter é um documentário francês de 2002, dirigido por Nicolas Philibert. Ganhou o prêmio de 2003 no Sacramento French Film Festival, na categoria de prêmio da audiência. Um documentário que mostra a arte de educar com alegria. Vale a pena assistir!

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