Falta de apetite: como lidar com esse problema?

A alimentação é uma necessidade do nosso corpo, com a finalidade de repor nutrientes fundamentais para a sobrevivência. Entretanto, há um fator que pode ocorrer e quebrar o ciclo natural de fome seguido de refeição: a falta de apetite.

Apesar de acontecer de forma recorrente, com diversas pessoas, essa situação não pode ser encarada com algo normal e deixada de lado. Não sentir fome deve ser percebido como um sinal para algum possível problema.

Este post vai abordar melhor a questão da falta de apetite, mostrando como a fome age em nosso corpo e o que pode causar a sua ausência. Confira!

Veja o que é a fome e como ela pode ocorrer

Reação natural do nosso corpo, a fome não é um estado tão simples quanto se pode pensar. Naturalmente, ela vem quando os níveis de açúcar no nosso sangue estão mais baixos e, nesse momento, o corpo sente a necessidade de receber alimentos, começando, assim, a emitir sinais.

Entretanto, é muito comum que se coma mesmo quando não há essa necessidade fisiológica. Por isso, a fome pode ser dividida em 2 tipos: emocional e física. Em outras palavras, são situações em que realmente há a fome, como explicamos acima, e em que há somente vontade de comer.

A fome como refúgio emocional

A fome emocional é um fenômeno da sociedade moderna, que tem rotinas cada vez mais corridas e estilos de vida pouco regrados e repletos de pressões, cobranças e estresse. Esse quadro, de uma forma geral, tende a gerar uma constante sensação de insatisfação e até de tristeza, e é nesse momento que a comida surge.

Na fome emocional, todos esses sentimentos do cotidiano estressante agem, desequilibrando a parte emocional, e a comida representa um mecanismo de fuga. Por isso, é recorrente ver tantas pessoas descontando problemas e pressões na alimentação.

O estresse causa baixa nos níveis de serotonina no sangue, o hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Naturalmente, a comida pode oferecer o açúcar, que devolve esses níveis ao corpo, porém, de uma forma pouco saudável, causando a alimentação em excesso e desencadeando uma série de problemas, como o diabetes e até a obesidade.

Entenda o que é a falta de apetite

Entender melhor a fome foi importante para entender o que ela é, de fato, para o nosso corpo, no sentido fisiológico, ou seja, de reais necessidades para que tudo funcione bem. A fome emocional, na verdade, não é fome, ela é uma compulsão alimentar que faz a pessoa buscar o ato de comer frequentemente.

A única maneira de trabalhar para a redução da vontade de comer é adotando um estilo de vida saudável, que vai desde uma alimentação adequada até a busca pelo equilíbrio emocional. Controlar as emoções e o estresse do dia a dia são os recursos fundamentais para obter sucesso na redução da vontade de comer, quando ela não está associada à fome.

Em contrapartida, há a questão central deste conteúdo: a falta de apetite. É fundamental ressaltar que a falta de vontade de comer, quando há um quadro de compulsão, é completamente diferente da perda de apetite. O primeiro quadro é a regularização de hábitos, enquanto o segundo pode representar algum tipo de problema.

Entendendo melhor a falta de apetite

A perda de apetite é a condição em que a fome é cada vez mais reduzida, e a vontade, ou seja, a disposição para comer, passa a ser menor. As consequências desse quadro são aparentes, com a perda de peso e a fraqueza sendo as principais e mais ressaltadas.

Essa condição deve ser encarada como um problema, especialmente porque pode estar escondendo questões mais graves, que são justamente as causadoras dessa condição. A perda de apetite esporadicamente pode não ser nada demais — a propósito, em alguns dias, é comum sentir menos fome. A questão gira em torno da recorrência. Quando esse quadro se repete quase que diariamente, é preciso investigar mais a fundo o porquê.

Conheça as causas da falta de apetite

A falta de apetite como um problema deve ser encarada como algo relacionado à saúde, e, como em qualquer outra situação, um médico deve ser procurado, para tentar identificar quais podem ser as causas. Tanto fatores relacionados a doenças físicas quanto a emocionais podem estar diretamente associados à perda de apetite.

O tratamento vai depender da situação e, em alguns casos, pode ser mais fácil retornar com a fome normal, dependendo do nível do problema. A seguir, conheça as principais causas da falta de apetite.

Causas psicológicas

O fator psicológico é muito importante na hora de identificar causas para a perda de apetite. Como citado neste conteúdo, questões emocionais têm grande relação com os hábitos alimentares, e o mesmo acontece nessa situação.

Do mesmo jeito que a ansiedade pode causar a compulsão com a comida, ela também pode tirar a fome completamente. Sendo assim, quem sofre de ansiedade está exposto também à falta de apetite. Cada um reage de uma maneira.

A depressão também é um sério problema de saúde causado por diversos desequilíbrios emocionais, acarretando comportamentos pouco saudáveis involuntários. É muito comum que pessoas que estejam com essa doença percam o apetite consideravelmente.

Doenças psiquiátricas

Os transtornos psiquiátricos também podem ser fatores que causam diretamente a falta de apetite, fazendo com que a comida se torne uma inimiga real. Casos muito comuns são o de bulimia e anorexia, em que a pessoa sofre da distorção da autoimagem, buscando emagrecer a qualquer custo.

Nesses casos, não sentir a necessidade de comer é algo comum, acarretando a perda excessiva de peso e diversos problemas de saúde.

Doenças gerais

Há também as doenças gerais que podem causar a falta de apetite. Infecções, doenças do sistema digestivo e uma série de outras condições de enfermidade podem afetar diretamente o hábito alimentar.

Gestação

O período do primeiro trimestre de gestação pode trazer às mulheres alguns problemas, como os enjoos. Essa condição recorrente pode tirar completamente à vontade de comer.

A falta de apetite recorrente deve ser encarada com um problema, tendo em vista que ela pode estar associada a questões mais graves, como vimos ao longo deste conteúdo. O mais recomendável é procurar um médico, assim, ele poderá entender seu histórico e diagnosticar a causa do problema.

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