Imunidade baixa? Saiba quais são as causas e como melhorar

Cuidar da imunidade é a principal arma para defender o nosso corpo contra os micro-organismos patológicos que, a qualquer momento, podem causar uma infecção. No entanto, o nosso sistema imunológico pode ser facilmente desequilibrado por vários motivos, como a má alimentação, falta de sono, estresse, sedentarismo etc.  Por isso, devemos manter hábitos saudáveis para fortalecê-lo e, portanto, evitar doenças.

Para te ajudar, preparamos este post abordando tudo sobre o assunto. Primeiramente, vamos explicar o que é uma imunidade baixa e quais são os sinais para identificar esse problema. Depois, falaremos de medidas para melhorar esse quadro e da importância da atividade física nesse cenário. Ficou interessado? Então, confira o nosso post!

O que é imunidade alta e baixa?

Quando ficamos doentes frequentemente, podemos ouvir os nossos colegas, amigos, familiares e até mesmo os nossos médicos falarem que estamos com a imunidade baixa. Mas o que isso significa? Existe isso? Sim! Alguns fatores externos e internos — como explicaremos nos próximos itens — influenciam diretamente na capacidade de nosso sistema imune responder aos micro-organismos. Consequentemente, ficamos mais susceptíveis a infecções, que, além de mais frequentes, tornam-se mais graves.

Por exemplo, a maioria das pessoas geralmente tem um a dois resfriados todos os anos, principalmente na época do inverno. Então, a doença se cura com três a cinco dias e estamos prontos para voltar à rotina normal. No entanto, quando a imunidade está baixa, um simples resfriado pode tornar o corpo mais propício a outras doenças, como a sinusite e a faringite bacterianas.

Como saber se a imunidade está baixa? Essas quedas da imunidade mais comuns e menos leves geralmente não deixam nenhum sinal que possa ser visto em exames. Por isso, não adianta ir a uma farmácia ou a um laboratório pedir um hemograma para contar os glóbulos brancos, pois provavelmente estarão normais e, caso venha algo alterado, você pode acabar se preocupando à toa. Portanto, somente um médico poderá interpretá-lo adequadamente.

Além disso, esse profissional saberá quando uma queda nos glóbulos brancos (leucócitos) pode indicar uma doença mais grave, como neoplasias, síndromes autoimunes e infecções imunossupressoras. Portanto, são os sinais que você apresenta que determinam uma redução na imunidade.

Quais são os sinais de uma imunidade baixa?

Você se sente constantemente estressado

O estresse foi uma reação essencial para nossa espécie se proteger das ameaças da selva enquanto evoluíamos. Na vida contemporânea, dificilmente essas reações são necessárias. No entanto, atualmente, os mecanismos de estresse têm sido ativados em situações rotineiras, como o trabalho, a faculdade e, até mesmo, em casa. Essa ativação constante gera um aumento dos níveis de cortisol, o principal hormônio imunossupressor do nosso corpo. Então, é uma relação praticamente matemática: se você fica muito estressado, seu sistema imunológico vai ficar comprometido. Não tem jeito, é assim que a fisiologia funciona.

Você tem se sentido muito cansado

Sabe aquela sensação de corpo ruim e de falta de energia para praticamente todas as atividades? Ela pode ser causada por um distúrbio na imunidade — principalmente quando está relacionada ao estresse e à falta de sono.

Como explicamos, a imunidade baixa pode significar que seu os glóbulos brancos estão produzindo muitas citocinas inflamatórias — o que desvia o foco do sistema imune do combate aos micro-organismos patológicos para o próprio corpo. Acontece que as próprias citocinas inflamatórias também são responsáveis por aquelas sensações de dor muscular, fadiga e cansaço que ocorrem quando estamos doentes. Caso elas fiquem ativadas em situações normais, esses sintomas surgirão mesmo sem a presença de uma doença de base.

Você está sempre resfriado

Ter um, dois ou três episódios de resfriado ao ano é algo completamente normal. Como explicamos, eles passam em 3 a 5 dias, no máximo. Caso eles se prolonguem e os episódios se tornem mais frequentes, isso é um sinal de alerta para uma queda na imunidade.

Você deve pensar no seu sistema imunológico como um muro protegido por um exército, mantendo a integridade contra os invasores exércitos. No entanto, quando há um comprometimento nessa estrutura, é quase impossível proteger o lado de dentro. Assim, surge a susceptibilidade aos resfriados, que estão sempre procurando uma maneira de entrar.

Você está notando dificuldades de cicatrização

O sistema imunológico está diretamente envolvido no processo de reparo tecidual, isto é, a recuperação da pele e das mucosas após uma lesão. Quando está funcionando adequadamente, ele libera substâncias que estimulam a divisão celular e a produção de colágeno, além de combater as bactérias que estejam tentando invadir o nosso corpo. Com a imunidade baixa, esse processo perde sua eficiência e as feridas podem demorar um pouco mais de tempo para cicatrizar.

Mas, atenção, caso algumas lesões simples estejam demorando muitos dias para cicatrizar, isso pode significar uma doença mais grave, como a diabetes mellitus tipo II. Então, esse é o caso de procurar uma consulta médica o quanto antes.

Quais fatores influenciam a imunidade e como melhorar o seu desempenho?

Estresse

Nos itens anteriores, já falamos bastante sobre como o estresse reduz a imunidade. Agora, vamos falar sobre as medidas que você pode tomar para eliminar o estresse da sua rotina. Uma maior tolerância aos erros próprios e do próximo é essencial, requerendo um posicionamento ativo perante as situações da vida.

No entanto, o maior benefício vem dos cuidados pessoais. Quando você cuida do próprio bem-estar com exercícios físicos, boa alimentação, prática de mindfulness, o espaço para o estresse fica reduzido na sua vida.

Dieta

O consumo excessivo de açúcares refinados e de alimentos muito processados tem se tornado um grande problema. Esses alimentos geralmente ajudam a precipitar uma doença que causa uma imunossupressão muito importante, a diabetes tipo II.

Com uma rotina atribulada, além de comer muitos alimentos processados, deixamos de ingerir aqueles que são saudáveis — as melhores fontes de vitaminas, sais minerais e fibras. Sem esses nutrientes, a defesa do nosso organismo não pode montar um arsenal de combate muito eficaz.

Para melhorar a sua imunidade, você deve tomar as seguintes medidas:

Sono

O sono é um dos principais aliados do nosso sistema imunológico. Durante esse período, as nossas células encontram o ambiente perfeito para proliferar e se reconstruir. O sono inadequado aumenta os níveis de cortisol no nosso sangue.

Como você deve se lembrar, esse hormônio ligado ao estresse ajuda nos processos de imunossupressão.  Por isso, você deve dormir, em média, mais de sete horas por noite para reduzir as suas chances de adoecimento.

Hábitos de higiene

A falta de hábitos de higiene adequados expõe seu corpo a mais germes, levando a um sistema imunológico fraco. Por esse motivo, é essencial manter algumas ações, como escovar os dentes duas vezes ao dia, lavar as mãos antes de se alimentar, manter as unhas limpas etc.

Tabagismo

Que o cigarro é um veneno, todo mundo sabe. Ele contém mais de 4.000 substâncias química — sendo a maioria tóxica para o organismo. Assim, além de aumentar o risco de câncer e de eventos cardiovasculares, ele também pode estar ligado a um mau funcionamento do sistema imunológico, especialmente no pulmão.

Infelizmente, os fumantes não prejudicam somente a si mesmos. A fumaça expelida pelo cigarro pode ser mais tóxica do que a inalada pelo usuário. Assim, as pessoas a seu redor são muito prejudicadas. Você verá que, ao parar de fumar, haverá uma melhora no desempenho do sistema imune, mais fôlego para as atividades e um aumento da sensação de bem-estar.

Se você já tentou para várias vezes, mas não conseguiu, não se desanime! Atualmente, há vários tratamentos para a cessação do tabagismo, que incluem terapia e uso de remédios para reduzir as crises de abstinência. 

Vacinas

Atualmente, as vacinas são as principais ferramentas para o combate a muitas doenças perigosas. Infelizmente, existem falsas associações dessas substâncias ao autismo e patologias autoimunes. No entanto, isso não passa de lenda: nenhum estudo científico sério mostrou a ligação desse instrumento de saúde pública com o aumento dos casos de outras doenças.

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