Saúde feminina: entenda os riscos do cigarro para as mulheres

Hoje em dia, os riscos do cigarro para mulheres estão, cada vez mais, sendo evidenciados. Isso ocorre porque as toxinas presentes no tabaco atacam diretamente a saúde, aumentando a probabilidade de surgir algum problema, impedindo que ela tenha um estilo de vida mais saudável e, ainda, que consiga alcançar o equilíbrio do corpo e da mente.

Usando esse assunto como base, resolvemos mostrar, no artigo de hoje, quais são os verdadeiros riscos que as mulheres fumantes sofrem, mesmo que esse hábito seja realizado somente de maneira social.

Aumento das chances de câncer

Um estudo feito por pesquisadores noruegueses, da Universidade de Tromso, mostra que mulheres fumantes sofrem até 19% a mais de chances de desenvolverem câncer do que as não fumantes.

O estudo, que foi divulgado em uma publicação chamada Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention, analisou cerca de 600 mil pacientes e concluiu que cerca de quatro mil sofreram com câncer de intestino.

Vale mencionar que a primeira conclusão desse estudo foi que as mulheres são mais suscetíveis aos efeitos do tabaco que os homens, mesmo que elas fumem menos. Enquanto as mulheres têm 19% a mais de chance de desenvolver a doença, como já foi mencionado, os homens possuem 9%.

Também foi concluído que o público feminino que fumou por um período muito longo, ou que iniciou esse hábito ainda na adolescência, possui um risco ainda maior de sofrer com câncer de intestino. É importante citar que, além desse tipo de câncer, o tabagismo pode levar a outros 14 tipos.

Maiores risco de sofrer AVC

Embora o acidente vascular cerebral (AVC) seja mais comum em homens do que em mulheres, existem fatores que contribuem para que a incidência no público feminino aumente. Hipertensão, alimentação desequilibrada, sedentarismo e obesidade são alguns fatores. Entretanto, uma mulher que toma anticoncepcional e que fuma possui um risco ainda maior.

Isso ocorre porque as artérias do cérebro são afetadas pela fumaça que é liberada pelo cigarro e, junto com o estrogênio, um dos hormônios do anticoncepcional, o risco de sofrer algum dano cerebral é maior. É válido falar que o estrogênio pode levar à formação de placas nas paredes dos vasos; todavia, sozinho, sem outros fatores de risco, ele não aumenta essa possibilidade.

Probabilidade maior de sofrer com doenças cardíacas

Uma pesquisa feita por um grupo da Universidade do Oeste da Austrália e divulgada pela revista Journal of Clinical Endrocrinology and Metabolism mostrou uma explicação de um estudo já realizado antes por especialistas.

O estudo dizia que a probabilidade de uma mulher fumante ter um ataque cardíaco era maior do que mulheres não fumantes e que homens, mesmo aqueles que fumassem.

A pesquisa mostrou que isso acontecia porque o público feminino que fumava, mesmo de forma passiva, especialmente adolescentes, apresentava um nível mais baixo de HDL, ou seja, do colesterol “bom”, indispensável para auxiliar a diminuir o risco de problemas de coração. O mesmo não ocorria com o público masculino fumante.

Maiores chances de sofrer morte súbita

Um estudo realizado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e divulgado pela revista Circulation: Arrhythmia and Electrophysiology mostrou que o tabagismo pode aumentar em até 3 vezes as chances de uma mulher sofrer com morte súbita cardíaca. Também foi concluído que essas chances podem ser significativamente reduzidas se o hábito for deixado de lado. Os riscos aumentam em 8% a cada 5 anos de tabagismo.

A pesquisa, com nome original de Smoking, Smoking Cessation and Risk of Sudden Cardiac Death in Women, concluiu que mulheres que fumam mais de 25 cigarros diariamente têm 3 vezes mais riscos de ter o problema, enquanto mulheres que possuem esse hábito há mais de 35 anos têm 2,5 a mais em relação às não fumantes.

É interessante mencionar que a morte súbita cardíaca é um problema ocasionado por um baixo desempenho do coração. Isso leva a uma circulação sanguínea baixa e, assim, à falta de sangue no cérebro. Tal situação gera a perda de consciência e pode provocar uma morte de maneira repentina.

Por fim, é válido falar também que um outro estudo feito por cientistas da Universidade de Alberta, localizada no Canadá, analisou 101 mil enfermeiras, a maioria com mais de 35 anos, por mais de 30 anos. Nesse período, houveram 315 mortes geradas por um problema inesperado do coração.

Entre essas mortes, 128 foram de enfermeiras que nunca haviam fumado, 148 foram de mulheres que já tinham fumado em algum período da vida, mas que já tinham parado (recentemente ou não) e 75 mortes foram de enfermeiras ainda fumantes.

Maiores prejuízos à saúde óssea

O tabagismo também é capaz de afetar a saúde óssea de uma mulher. As toxinas liberadas pelo cigarro são capazes de alterar o equilíbrio dos hormônios do corpo, que são indispensáveis para manter a estrutura óssea forte.

Isso significa que o cigarro é um grande fator de risco para a osteoporose, uma vez que o fumo está relacionado com a diminuição de massa óssea e, consequentemente, com as chances de apresentar fraturas.

Ainda é possível dizer que um estudo feito pela Faculdade de Medicina de Harvard mostrou que mulheres que não fumam, mas que se expõem às toxinas do tabaco, também sofrem com os riscos de perder densidade óssea. Também é possível afirmar, ainda, que o processo de consolidação óssea de mulheres fumantes pode ser bem mais prejudicado em situações pós-operatórias.

Pronto: agora que você já viu quais são os reais riscos do cigarro para mulheres, fique atenta em relação a isso e garanta uma vida sem riscos e com muito mais saúde. Não se esqueça de que viver uma rotina agradável e ter bons hábitos é elementar para buscar uma vida com mais qualidade e bem-estar, além de promover o equilíbrio do corpo e da mente.

Você conhece alguém que já conseguiu parar de fumar e se beneficiou por isso? Então, deixe aqui nos nossos comentários e complemente a nossa publicação. Até a próxima!

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