Burnout: conheça a síndrome do esgotamento no trabalho

Por vezes, seu emprego pode fazer mal à saúde. Um dos motivos para isso é a síndrome de burnout, que ocorre quando há o esgotamento no trabalho em decorrência de cobranças excessivas, horas de trabalho além da conta e o estresse diário de uma empresa.

As doenças de trabalho são cada vez mais comuns, uma vez que as rotinas ficam mais intensas. Nem sempre o corpo e a mente sustentam esse ritmo e o que ocorre é a incidência da fadiga total.

As consequências podem ser graves; por isso, vale a pena saber mais sobre a síndrome de burnout e como se ver livre dela, buscando um estilo de vida saudável e uma melhor relação com o trabalho. Tudo isso você encontrará neste post. Confira!

Conheça a síndrome, suas causas e sintomas

A doença decorre de uma exaustão mental e física no seu nível máximo, causando um colapso em quem é acometido por ela. O profissional, antes dedicado, competente e em busca de resultados, fica desmotivado, irritado, pessimista e muito abaixo de suas capacidades.

Assim como o cansaço físico em excesso, a parte psicológica também é afetada pela síndrome de burnout. O desânimo toma conta da pessoa e a sensação de nunca entregar o que se espera dela em termos de produção passa a ser um sentimento constante, ainda que sem motivo.

A obsessão por resultados

Um fator muito relevante e decisivo para a incidência da síndrome é o perfeccionismo, característica comum aos profissionais dedicados e aos que almejam (ou que já ocupam) cargos relevantes dentro da empresa.

Querer sempre que tudo esteja em um nível alto, buscando a excelência em suas funções, nem sempre é algo realmente bom, Quando isso se torna uma obsessão, os resultados são graves e podem causar doenças.

Exclusão social no ambiente profissional

Todos esses fatores tornam o profissional uma pessoa não muito bem-vista no ambiente de trabalho, pois ele sempre está em estado de competitividade, querendo controlar tudo que acontece e, principalmente, estressado e impaciente.

A vida social também sofre com consequências negativas. A pessoa ganha a antipatia de uma parte dos colegas de trabalho, que os evitam no dia a dia e, principalmente, em atividades fora do ambiente profissional, como churrascos e happy hours.

Números sobre a síndrome de burnout

Cerca de 32% dos profissionais brasileiros já chegaram a esse estágio máximo de estresse, segundo estudo do núcleo nacional da International Stress Management Association (ISMA), associação que trabalha em cima de doenças e síndromes decorrentes do excesso de trabalho.

O INSS também tem alguns números relacionados a afastamentos do trabalho por conta de doenças. Entre seus registros, alguns setores são campeões em problemas de natureza psicológica causados por estresse.

As principais são aquelas ligadas ao mercado financeiro, controladores de voo, área de segurança, juízes, jornalistas e médicos. Entretanto, a síndrome de burnout não está condicionada somente à atividade.

Principais sintomas

“Esgotamento”: a tradução de “burnout” mostra bem o que acontece com quem sofre da síndrome. O estresse excessivo causa uma verdadeira pane na pessoa, cujos sintomas ajudam a detectar se esse é o quadro do profissional:

  • Isolamento familiar;
  • Insegurança quanto à própria competência;
  • Mudanças repentinas de humor;
  • Falta de motivação a nível social;
  • Dores de cabeça;
  • Sudorese;
  • Cansaço físico;
  • Palpitação;
  • Pressão alta;
  • Dores musculares;
  • Insônia;
  • Problemas gastrointestinais.

Saiba o que agrava o esgotamento no trabalho

É importante sempre estar atento aos sintomas! Sentir-se excessivamente cansado e com pouca disposição, interesse e confiança em si próprio pode não ser apenas uma sucessão de dias ruins.

O agravamento deste esgotamento e da própria síndrome de burnout pode acontecer justamente quando o profissional ignora os sintomas para seguir tentando se dedicar ao trabalho, ainda que seu desempenho e disposição estejam abaixo do normal.

Quanto mais tempo a pessoa demorar a procurar um psicólogo ou tentar retomar hábitos saudáveis, mais rápido a situação se agravará e consumirá cada vez mais a saúde.

A síndrome de burnout é uma doença séria e que, se não tratada, pode levar a outros problemas de saúde graves, sejam ele físicos ou até mesmo psicológicos, como a depressão, que é comum nestes casos.

Veja como tratar a síndrome de burnout

Como falamos, a busca por ajuda médica profissional deve ser feita assim que os sintomas forem identificados. Somente o médico poderá receitar algum tipo de medicamento e conduzir a situação.

O tratamento costuma ser feito à base de remédios controlados, como antidepressivos, e acompanhamento psicológico. Essas são medidas básicas e iniciais para a situação seja controlada imediatamente, eliminando os riscos de saúde para o paciente.

Entretanto, o mais importante é que a pessoa tenha, à longo prazo, uma mudança na postura e na relação com o trabalho. Até porque, se isso não for melhorado, as chances de entrar em colapso novamente são grandes.

Melhore a relação com o trabalho e a saúde

A consulta com o psicólogo ou psiquiatra ajudará muito o paciente a entender quais são os efeitos de suas atitudes e comportamentos na saúde, e isso é a base para uma mudança na relação com o trabalho.

O emprego nunca pode ser o centro da vida de uma pessoa, ainda que ele seja extremamente importante e capaz de viabilizar sonhos e objetivos, principalmente os financeiros.

O trabalho não pode ser o sentido da vida e das realizações

É importante não associar felicidade e satisfação pessoal a conquistas e desempenho profissional. Eles são, sim, parte disso, mas é necessário encontrar o equilíbrio. Hobbies e momentos de diversão e relaxamento com a família e amigos sempre serão uma boa válvula de escape, mantendo a saúde mental.

Em alguns casos, os problemas são gerados pelo ambiente de trabalho, e não só pela maneira como o profissional lida com seu emprego. Salários baixos, cobranças excessivas, condições ruins de trabalho, assédio moral e desvio de função costumam ser decepcionantes e prejudiciais.

Será que vale a pena continuar em um emprego como este? Ainda que em alguns casos pague bem, o dinheiro também não é tudo! O custo-benefício de situações como esta é ruim. Pode ser melhor ganhar menos e ter saúde física e mental. O equilíbrio é tudo!

Cuidar da saúde é fundamental

Nunca se deve descuidar da saúde! As rotinas estressantes e os expedientes alongados consequentemente tomam o tempo de práticas de exercícios físicos e de momentos de cuidado com a saúde física.

É necessário sempre encontrar uma hora do dia para praticar alguma atividade e se manter ativo. Isso é fundamental para manter a saúde, sendo crucial até mesmo no desempenho profissional.

Os alimentos têm papel importante

A alimentação também requer atenção especial! É comum passar o dia comendo besteiras, principalmente para quem trabalha em frente ao computador. A ansiedade e outros estados psicológicos também fazem com que as pessoas “descontem” na comida.

Por isso, é preciso ficar de olho na alimentação. Seguir uma dieta balanceada e orgânica e evitar passar o dia beliscando besteiras como doces, chocolates e produtos industrializados é importante.

A síndrome de burnout é o estágio máximo do esgotamento no trabalho, então todo cuidado é pouco. O equilíbrio e o bem-estar pessoal são fatores importantes. Gostou do post? Compartilhe este conteúdo em suas redes sociais para que mais pessoas conheçam a doença e saibam como evitá-la!

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