Por que a alimentação é tão importante?

Você sabe por que ter uma alimentação saudável é tão importante? Ela não só evita o excesso de peso e obesidade como também previne doenças!

Conteúdos

Você já parou para pensar o quanto a alimentação impacta na sua saúde? E, por incrível que pareça, se alimentar bem envolve diversas variáveis não tão conhecidas por grande parte da população. Por exemplo, não é para comer pouco, mas sim bem e de forma equilibrada. 

Outros fatores facilmente ignorados são a procedência dos alimentos e a forma como eles são preparados. Correndo o risco de fazer uma piada com um assunto tão sério, não adianta nada adoçar um chá que promete emagrecer com um quilo de açúcar. 

E olha que nem falamos, ainda, do impacto do consumo de ultraprocessados e obesidade na população. Prometo, vamos chegar lá! 

Continue a leitura para saber as consequências da má alimentação na sua saúde e o que pode fazer para mudar o jogo! 

Como uma péssima alimentação pode impactar sua saúde?

A má alimentação é um dos fatores que mais contribuem para óbitos e aumento de doenças incuráveis em todo o mundo

Apenas para ter uma ideia, segundo uma pesquisa realizada pelos médicos brasileiros Gilberto Ururahy e Galileu Assis, 73% das mortes nas grandes cidades do país estão ligadas aos maus hábitos de vida

Além da ingestão excessiva de alimentos de péssima qualidade e nutricionalmente deficitária podemos enquadrar dentre esses comportamentos:

  • Sedentarismo, tendo como sua principal consequência a obesidade e o excesso de peso;

  • Consumo de tóxicos como tabaco e álcool;

  • Altos níveis de estresse;

  • Ansiedade;

Ainda falando da alimentação, um estudo recente feito pela Universidade de São Paulo (USP) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) associam o consumo de ultraprocessados a ocorrências de mortes prematuras de indivíduos entre 30 a 69 anos.

Segundo os dados da pesquisa o montante total de mortes devido ao consumo desses produtos seria de 57 mil pessoas por ano no Brasil

Caso esteja se perguntando se consome ultraprocessados, podemos defini-los como aqueles alimentos industrializados com alto teor de óleo, gordura, açúcares, corantes e outras substâncias difíceis de ler nos rótulos

Como exemplo podemos citar: refrigerantes, salgadinhos, biscoitos e alimentos congelados como lasanhas. 

Agora, uma pergunta sincera: quais desses alimentos você ingere, e com qual frequência? Segundo o mesmo estudo, 29 mil mortes poderiam ser evitadas por ano apenas com a aquisição de bons hábitos alimentares. 

O que são Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs)? 

Estamos falando de mortes e doenças causadas não só pela má alimentação mas também pelo estilo de vida. Sabe quais são as comorbidades foco principal dessas terríveis estimativas acima? 

Elas são chamadas de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e nos últimos anos figuram como as principais vilãs da população mundial e prioridade número 1 das políticas públicas de saúde e bem-estar. 

Podemos defini-las como doenças multifatoriais que a pessoa adquire com o tempo e influência de fatores de risco. Em outras palavras, quando ela não cuida bem da saúde. Elas podem ter longos períodos de latência e podem afetar até o final da vida.

Dentre elas estão doenças respiratórias crônicas e cardiovasculares, neoplasias (cânceres) e diabetes mellitus

Diga-se de passagem, a diabete e a obesidade estão entre as principais epidemias. O Brasil, por exemplo, é o 6º país com maior número de diabéticos no mundo.  

Depois de adquirida elas são incuráveis, e quando adquiridas são bem difíceis de tratar. Se a pessoa insistir com os mesmos hábitos, os sintomas podem ser agravados levando a sequelas irreversíveis e até mesmo a morte. 

Não é para assustar. São fatos e milhares de pessoas são impactadas por essas doenças diariamente. 

Em 2019, o relatório Vigitel da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) trouxe alguns dados interessantes:

  • 24,5% da população brasileira tem diagnóstico de hipertensão; 

  • 20,3% são obesos;

  • 7,4% tem diagnóstico de diabetes;

  • 55,4% dos adultos tem excesso de peso;

  • 44,8% não alcançaram um nível suficiente de prática de atividade física;

Se você for parar para pensar, todas essas doenças estão de certa forma relacionadas a má alimentação e sedentarismo. A seguir, vamos falar sobre uma outra consequência importante disso tudo. 

Obesidade 

Apesar de todos terem total liberdade sobre seus corpos, não dá para negar que junto com obesidade a pessoa acaba por ser impactada por diversas consequências e problemas de saúde. 

Segundo uma pesquisa realizada por um grupo de 17 cientistas brasileiros e um chileno, a obesidade não só aumentou nos últimos anos, mas pode alcançar estimativas alarmantes nas próximas décadas.

O estudo “Epidemia de Obesidade e as DCNT – Causas, custos e sobrecarga no SUS” foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e traz dados difíceis de serem ignorados. 

Os dados ressaltam que 68% dos brasileiros poderão estar com excesso de peso e 26% com obesidade. Historicamente, segundo a mesma pesquisa, o excesso de peso aumentou de 42,6% (2006) para 55,4% (2019). Já a obesidade saltou de 11,8% para 20,3% no mesmo período

Esse quadro também está relacionado ao aumento de mais de 30 DCNTs em diferentes graus. Para reverter esse quadro existem dois caminhos indispensáveis para serem trabalhados em conjunto. 

De um lado estão as políticas públicas, e do outro, ações individuais como a busca por bons hábitos e informação. 

O que pode ser considerada uma alimentação saudável e equilibrada?

Uma alimentação saudável é composta por ingredientes diversificados e equilibrados nutricionalmente, ou seja, precisam suprir as necessidades de minerais, proteínas, vitaminas e fibras. 

Um bom jeito de seguir uma boa dieta é nunca deixar de dar atenção aos seguintes grupos alimentares: 

  • Legumes: abobrinha, chuchu, berinjela, cogumelos, pimentão, etc.

  • Verduras: rúcula, couve, brócolis, alface, etc.

  • Leguminosas: feijão, grão-de-bico, lentilhas, ervilhas, favas, soja e seus derivados como tofu, tempeh e missô.

  • Oleaginosas: amêndoas, nozes, castanha, macadâmia e sementes como girassol, linhaça, gergelim, abóbora, etc.

  • Amiláceos: batata, inhame, mandioca, batata doce e outros.

  • Cereais: trigo, milho, aveia, quinoa e produtos feitos com eles como pães.

  • Frutas: banana, caqui, maçã, uva, melancia e outras.

  • Óleos: azeite de oliva e óleos como o de linhaça, soja e girassol. 

Porém, não é só isso. A forma como preparamos esses alimentos também refletem na sua eficiência, por exemplo, evite prepará-los imersos em óleo (fritura) e opte por pratos cozidos, in natura ou crus.

Outro ponto de atenção para garantir uma alimentação saudável é reduzir o consumo de açúcar, sal e bebidas estimulantes como café e energéticos. 

A alimentação vegetariana serve pra você?

Isso é uma pergunta que só você pode responder. No entanto, aqui no Rituaali sempre incentivamos. Sabe por quê? 

Uma dieta vegetariana equilibrada está associada a uma menor incidência de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs) como diabetes, hipertensão arterial, obesidade, câncer e doenças cardiovasculares.

Apenas para citar alguns fatos: 

  • Vegetarianos apresentam de 34 a 75% menos chances de desenvolverem diabetes;

  • Uma alimentação vegetariana reduz em torno de 18% a incidência de alguns tipos de câncer;

  • Uma dieta vegetariana contribui para a redução de 29% de doenças cardiovasculares. 

Mas caso esteja achando que isso é uma tarefa impossível, saiba que existem diferentes tipos de vegetarianismo para experimentar. Você pode até mesmo aderir ao semi-vegetarianismo, por exemplo. 

Além disso, por aqui estamos sempre soltando vários conteúdos e dicas. 

Uma delas é a “Segunda Sem Carne”. Movimento global super interessante para quem quer reduzir o consumo de proteína animal. Com o tempo, a pessoa acaba aderindo ao vegetarianismo de vez. 

Por que a alimentação é tão importante para a Medicina do Estilo de Vida?

Existe um motivo para ela ser um dos principais pilares da Medicina do Estilo de Vida. Na verdade é quase o ponto central, pois influencia todos os outros pilares

Com uma dieta saudável e balanceada o indivíduo consegue mais saúde, bem-estar e disposição para seguir a vida de forma equilibrada de forma física e mental.

Isso reflete sobretudo nos demais pilares como gerenciamento de estresse e ansiedade, relacionamentos, higiene do sono e prática de exercícios físicos. 

Além disso, a alimentação não é só a origem dessas mudanças, mas também uma ferramenta indispensável. Por exemplo, sabia que existem alimentos que podem te ajudar a combater o estresse? Neste artigo aqui apresentamos 5 deles! 

Isso sem falar que a má alimentação tem uma ligação direta com o cansaço excessivo como podemos ver neste outro artigo

Para evitar essa situação você pode não só evitar práticas que ajudam a piorar esse quadro como também buscar alimentos que possam te ajudar a ter mais energia. E existem também alimentos ótimos para aumentar a imunidade

Garantir uma dieta equilibrada traz diversos benefícios:

  • Evita o excesso de peso;

  • Melhora o sistema imunológico;

  • Aumenta a capacidade de concentração;

  • Previne doenças;

  • Combate a depressão e o estresse;

  • Dá mais disposição para o dia a dia e práticas de atividades físicas;

  • Melhora a qualidade do sono;

  • Garante suficiência nutricional;

Neste artigo, esclarecemos a importância da alimentação na sua vida e como pilar da Medicina do Estilo de Vida. E, no decorrer do texto apresentamos informações importantes, dentre elas, quais doenças podem ser evitadas. 

Por explicamos como o vegetarianismo pode ser benéfico e como começar

Bateu curiosidade sobre esse último ponto? Quer saber mais? Baixe nosso e-book gratuito: Guia de Alimentação Vegetariana para iniciantes e conheça as informações que temos para compartilhar com você! 

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