Veja 10 causas de dores abdominais e saiba como identificá-las

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Sejam elas fracas ou mais intensas, em algum momento, todo mundo já se queixou de dores abdominais. Há diversas causas para esse sintoma, pois o abdômen é uma região que comporta vários órgãos do corpo humano, o que pode ser um desafio na hora de obter um diagnóstico do que está provocando dor no local.

Todos os órgãos localizados no abdômen ou na cavidade pélvica podem doer, apontando que algo está errado no seu organismo. Muitas vezes, problemas nos órgãos que ficam no tórax também podem causar desconforto abdominal.

Essa ocorrência é bastante comum, porém é preciso investigar se trata-se de algo passageiro ou mais grave. Assim, conhecer os sintomas do que pode provocar dores abdominais é fundamental para ajudar o médico na hora do diagnóstico. Quer saber mais? Abaixo, confira 10 causas para essa dor!

1. Gastrite e úlcera péptica

Normalmente, a gastrite e a úlcera péptica geram dor e queimação na parte superior do abdômen, principalmente na porção mediana. Nesses casos, a intensidade da dor abdominal pode ser variável, não sendo suficiente para diferenciar a gastrite da úlcera.

A gastrite é menos grave, apresentando queimação e azia, indigestão, náuseas e perda de apetite. Já a úlcera pode vir acompanhada de sangue no vômito ou nas fezes, exigindo um tratamento urgente, pois há risco de morte.

2. Infecção urinária

Em se tratando da infecção urinária, a dor abdominal ocorre na área de baixo do ventre, estando associada à ardência para urinar e à quantidade de idas ao banheiro. Existem outros sintomas, como urina escura e sensação de esvaziamento da bexiga. O tratamento é feito com o uso de antibióticos.

3. Infecção intestinal

Causada por vírus ou bactérias, a infecção intestinal é uma responsável recorrente da dor abdominal. Entre os seus sintomas estão diarreia, vômito e cólica. Quando o causador é um vírus, não é necessário fazer tratamento específico, mas se houver febre e evacuação com sangue, o paciente precisa tomar antibióticos.

4. Intolerância à lactose

Também chamada de deficiência de lactase, ela pode ser definida como a incapacidade do organismo de digerir a lactose — um tipo de açúcar que está presente no leite e nos demais produtos lácteos.

O problema acontece em decorrência da deficiência de lactase, que surge porque o intestino delgado para de produzir a quantidade exigida da enzima lactase, cujo objetivo é promover a quebra das moléculas de lactose e transformá-las em glucose e galactose.

Os sintomas da intolerância à lactose incluem acúmulo de gases e dores abdominais, diarreia, náuseas, vômitos e inchaço na barriga.

5. Apendicite

A dor causada pela apendicite é crescente, começando em uma intensidade fraca e tornando-se mais forte, que ocorre ao redor do umbigo, podendo chegar até o quadrante inferior direito do abdômen quando se agrava.

Além disso, o paciente também pode ter febre, vômito e abdômen endurecido. O diagnóstico deve ser feito rapidamente e a solução é uma cirurgia para a remoção do apêndice.

6. Pancreatite

Se a dor é forte e está no meio do abdômen, pode ser um indício de problemas no pâncreas. É possível ter uma sensação de melhora quando a pessoa fica em posição de prece maometana, ou seja, com os joelhos apoiados no chão, o quadril voltado para cima e a cabeça para abaixo.

O pâncreas atua como uma glândula do sistema digestivo e endócrino, que está atrás do estômago, mais especificamente entre o baço e duodeno. Algumas das suas funções são: digerir as gorduras a partir do suco pancreático, que contém enzimas digestivas, além de produzir insulina e glucagon. Essa primeira substância diminui as taxas de açúcar no sangue, enquanto a segunda tem efeito contrário, elevando suas concentrações.

Falhas no funcionamento da secreção das enzimas, ou mesmo inflamações no pâncreas, podem desencadear dores abdominais. A doença mais frequente nessa região é a pancreatite, que é inflamação, inchaço ou infecção no órgão, podendo ser ocasionada pelo consumo excessivo de álcool. Em algumas situações, pode-se constatar febre e inchaço no abdômen.

Os médicos recomendam analgésicos, uma dieta com baixa ingestão de gorduras e, nos casos graves, fazem uma intervenção cirúrgica.

7. Cólica menstrual

As cólicas menstruais podem ser sentidas na área inferior do abdômen, sendo comum na linha média, mas podem se difundir para as costas e coxas. O quadro traz dores de cabeça, náuseas, fezes amolecidas, suores e tonturas, e costuma passar após o período menstrual.

8. Diverticulite

Um divertículo pode ser descrito como uma bolsa que se forma na parede do cólon (intestino grosso), parecida com um dedo de luva. Estamos falando de um tipo de inflação que afeta mais as pessoas acima de 60 anos.

A maior parte dos divertículos que inflamam estão situados na parte descendente do cólon, mais precisamente na área esquerda do abdômen. A dor da diverticulite é forte, dura vários dias e vem acompanhada de febre, podendo ser confundida com apendicite.

9. Pedras nos rins

As pedras nos rins causam dor intensa na região lombar, somente em um lado do corpo. Não é raro que a dor se espalhe pelo abdômen, atingindo os flancos. Os indivíduos com esse problema também podem ter sangue na urina, mesmo que não haja dor.

Depois de constatada a presença delas no órgão, os médicos recomendam a extração das mesmas.

10. Hepatite aguda

Basicamente, a hepatite é uma inflamação no fígado. As hepatites do tipo comum são desenvolvidas pelo contato com os vírus A, B ou C. No entanto, a hepatite aguda pode acontece devido a diversos motivos, como consumo excessivo de álcool ou intoxicações medicamentosas.

A doença faz o paciente sentir uma forte dor no hipocôndrio direito e está relacionada à presença de icterícia, uma condição que caracteriza-se pela coloração amarelada dos tecidos e das secreções.

Como você pôde perceber, existem muitas causas para as dores abdominais. Por isso, para fazer um diagnóstico certeiro, é essencial consultar-se com um médico, que prescreverá o tratamento adequado. Também é importante manter hábitos saudáveis, como praticar esportes com regularidade e seguir uma alimentação balanceada, a fim de prevenir e ajudar na regressão de possíveis doenças.

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